Tratamentos

Aneurismas Cerebrais

Aneurismas Cerebrais

 

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Exame de arteriografia cerebral com reconstrução tridimensional, melhor método de imagem para avaliação do aneurisma cerebral.

 

Tratamento

Saiba mais sobre aneurisma cerebral e opções de tratamento.

 

Como os aneurismas cerebrais são tratados?

O principal objetivo do tratamento do aneurisma cerebral é interromper ou reduzir o fluxo de sangue para o aneurisma. Um aneurisma cerebral com vazamento ou ruptura requer cirurgia de emergência. Você pode ou não precisar de tratamento para um aneurisma não roto, dependendo das circunstâncias. Dentre as opções terapêuticas temos a cirurgia aberta ou a cirurgia endovascular.

Seu médico assistente, podendo ser um neurologista, um neurocirurgião ou um neurorradiologista invervencionista, recomendará as melhores opções de tratamento para você com base na anatomia vascular, tamanho e localização do aneurisma e vários outros fatores.

Em geral, a recuperação leva mais tempo para aneurismas rotos do que para aneurismas não rotos.

Clipagem microvascular para aneurismas cerebrais

Durante esta cirurgia, um neurocirurgião faz uma abertura no crânio para acessar o aneurisma. Usando um microscópio e instrumentos, o neurocirurgião fixa um clipe de metal na base do aneurisma para retirá-lo. Isso impede que o sangue flua para o aneurisma. A cirurgia pode interromper um sangramento cerebral ou impedir que um aneurisma intacto aumente ou se rompa.

O tempo de recuperação é diferente para aneurismas rotos (várias semanas a meses) e não rotos (geralmente duas a quatro semanas).

Tratamento endovascular para aneurisma cerebral

Para este procedimento, um neurorradiologista intervencionista realiza uma angiografia cerebral, idealmente com reconstrução 3D, para planejar o tratamento a ser realizado por via endovascular. Temos inúmeras técnicas para o tratamento, depende da localização, tamanho, morfologia, se já foi anteriormente tratado e do tamanho do colo “do pescoço do aneurisma”. Tais técnicas podem ser resumidas em 4:

  • Técnica com oclusão do aneurisma através de coils simples
  • Técnica com a oclusão do aneurisma através de coils e um balão complacente
  • Técnica com a oclusão do aneurisma através de um stent simples ou stent diversor de fluxo
  • Técnica com a oclusão do aneurirma através de um disruptor intra-sacular

Técnica com coils simples:

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O neurorradiologista insere um cateter (um tubo flexível) em um vaso sanguíneo, geralmente na virilha ou no pulso, e o encaminha ao cérebro. Através do cateter, o profissional coloca uma pequena “mola” de fio macio (coil) no aneurisma.

Assim que o profissional liberar o coil no aneurisma, ela altera o padrão de fluxo sanguíneo dentro do aneurisma, resultando em um coágulo. Esse coágulo impede que o sangue entre no aneurisma, proporcionando uma vedação/oclusão do aneurisma.

 

Técnica com coils e um balão complacente

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O neurorradiologista insere um cateter (um tubo flexível) em um vaso sanguíneo, geralmente na virilha ou no pulso, e o encaminha ao cérebro. Da mesma forma que na técnica anterior, porém agora ao invés de inserir um cateter serão dois, um para liberar os coils e outro para impedir que o coil migre do interior do aneurisma. Isso pode ocorrer pois o colo “pescoço” deste aneurisma é um pouco largo. Assim que o profissional liberar o coil no aneurisma, ela altera o padrão de fluxo sanguíneo dentro do aneurisma, o profissional desinsulfla o balão, e retira todos os cateteres. Forma-se um coágulo que impede que o sangue entre no aneurisma, proporcionando uma vedação/oclusão do aneurisma.

 

Técnica com stent simples e ou stent diversor de fluxo.

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Para este procedimento um neurorradiologista intervencionista insere um cateter em um vaso sanguíneo na virilha ou no pulso e o encaminha ao cérebro. Através do cateter, o profissional coloca um tubo de malha na parte do vaso sanguíneo que contém o aneurisma. A malha estimula ou desvia o fluxo sanguíneo para longe do aneurisma, em vez de para dentro dele. Essa malha pode ter menos fios ( stents simples) ou mais fios (stent diversor de fluxo), este apresenta uma malha mais elaborada. Com o tempo o sangue deixa de passar no aneurisma, formando um coágulo no local, que vai sendo absorvido pela artéria a qual vai se “modelando” e exclui o aneurisma completamente da circulação.

 

Dispositivo WEB para aneurisma cerebral

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Para este procedimento, um neurorradiologista intervencionista insere um cateter em um vaso sanguíneo na virilha ou no pulso e o encaminha ao cérebro. Através do cateter, o profissional coloca uma “gaiola” em forma de malha metálica dentro do aneurisma. Funciona de forma semelhante a uma “mola em espiral”, porém apresenta-se como um dispositivo intra-aneurisma que desvia o fluxo de forma gradual e paulatino, o qual proporciona um efeito de vedação no aneurisma, não permitindo mais a entrada de sangue, evitando que ele aumente ou se rompa.

Angioplastia com Implante de Stents em Artérias Carótidas
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Angioplastia com Implante de Stents em Artérias Carótidas

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O que é angioplastia com implantação de stent carotídeo?

A angioplastia carotídea com stent é um procedimento minimamente invasivo, realizado de forma endovascular após uma angiografia diagnóstica. O procedimento de angioplastia carotídea pode ser realizado no mesmo dia do angiografia diagnóstica ou dias ou semanas após o angiografia.

Durante a angioplastia, um cateter de balão é guiado até a área do bloqueio ou estreitamento(estenose). Quando o balão é inflado, a placa de gordura ou bloqueio é comprimido contra as paredes da artéria para melhorar o fluxo sanguíneo.

Durante o procedimento de angioplastia, um stent carotídeo (um pequeno tubo de malha de metal) é colocado dentro da artéria carótida no local do bloqueio e fornece suporte para manter a artéria aberta.

Para pacientes que atendem a certos critérios de elegibilidade, o stent carotídeo oferece uma abordagem menos invasiva do que a endarterectomia carotídea, que é tratamento cirúrgico aberto para bloqueios da artéria carótida. O stent carotídeo pode ser realizado enquanto o paciente está acordado, reduzindo o tempo de recuperação e internação.

Detalhes do procedimento

O que acontece durante o procedimento de angioplastia com stent carotídea?

Um medicamento como heparina é administrado durante o procedimento para reduzir o risco de coágulos sanguíneos. Você também vai precisar tomar aspirina e Plavix (bissulfato de clopidogrel) por três a cinco dias antes do procedimento e por seis meses a 1 ano após o procedimento. Seu médico ou enfermeiro lhe dará instruções específicas sobre o que você pode ou não comer ou beber antes do procedimento.

Primeiro, o médico pode optar por anestesia geral ou local. Caso for local ele  anestesia a área onde a bainha introdutora será inserida. A bainha é um tubo fino e oco que é inserido em um vaso sanguíneo na perna (abordagem femoral) ou braço (abordagem braquial).

Um tubo longo e estreito chamado cateter é inserido através da bainha e é guiado através da aorta até a artéria carótida com o auxílio de uma máquina de raio-X especial, chamada hemodinâmica.

Alguns pacientes podem ter uma segunda bainha colocada na veia da perna ou do braço, onde um fio de marcapasso temporário é colocado no coração para regular o ritmo cardíaco durante o procedimento.

O material de contraste é injetado através do cateter e filmes de raio-X são criados conforme o material de contraste se move através das artérias carótidas (vasos que fornecem circulação ao seu cérebro). As fotografias digitais do material de contraste são usadas para identificar o local do estreitamento ou bloqueio.

Se os testes de diagnóstico mostrarem estreitamento grave ou bloqueio na artéria carótida, o procedimento de angioplastia e colocação de stent carotídeo pode ser abortado e uma nova abordagem terapêutica pode ser discutida, como o tratamento clinico conservador ou optar pela endarterectomia (cirurgia que remove a placa de forma aberta). Tudo irá depender da condição clínica de cada paciente.

O que acontece durante o procedimento de angioplastia e colocação de stent carotídeo?

Um fio-guia especialmente projetado com um filtro é colocado além do local do estreitamento ou bloqueio (estenose) na artéria carótida. Uma vez que o filtro esteja no lugar, um pequeno cateter que leva o balão é guiado para a área do bloqueio. Quando o balão é inflado, a placa de gordura ou bloqueio é comprimido contra as paredes da artéria e o diâmetro do vaso sanguíneo é alargado (dilatado) para aumentar o fluxo sanguíneo. O balão é removido e o stent é colocado dentro da artéria para alargar a abertura e dar suporte à parede da artéria.

Após a colocação do stent, uma nova angiografia é realizada para confirmar se o stent se expandiu completamente e o estreitamento ou bloqueio foi corrigido. Frequentemente, um segundo cateter de balão é inflado para garantir que o stent seja aberto ao máximo. O stent permanece no lugar permanentemente e atua como um andaime para dar suporte à artéria e mantê-la aberta. Após várias semanas, a artéria cicatriza ao redor do stent.

O que acontece após o procedimento de colocação de stent na carótida?

A bainha pode permanecer no lugar ou um plugue vascular ou sutura pode ser usado para obter hemostasia.

Você precisará ficar deitado (sem dobrar as pernas) após a remoção da bainha. Isso é necessário para evitar sangramento. Você pode receber medicamentos para reduzir o desconforto. Seu médico determinará quanto tempo você terá que ficar deitado, o que pode ser  seis horas.

Planeje passar a noite no hospital após o procedimento. Você será avaliado pelo seu médico, fará um exame neurológico e outros exames, para avaliar os resultados do procedimento. Seu médico discutirá os resultados do procedimento com você e sua família.

Antes de ir para casa, você receberá instruções sobre seus medicamentos, dieta, atividade e quando ligar para seu médico.

Seu médico prescreverá aspirina e Plavix (bissulfato de clopidogrel) para tomar por seis mês a 1 ano após o procedimento. Esses medicamentos ajudam a prevenir a formação de coágulos sanguíneos no local onde o stent foi colocado. Siga as instruções do seu médico sobre como e quando tomar esses medicamentos. Não pare de tomar esses medicamentos sem antes falar com seu médico.

Você precisará pegar leve por alguns dias após o procedimento. Você pode subir escadas, após 1 semana, e use um ritmo mais lento. Não faça esforço durante os movimentos intestinais. Aumente gradualmente suas atividades até atingir seu nível normal de atividade até o final de 10 dias.

Perguntas frequentes sobre o procedimento de colocação de stent na carótida

Como posso descobrir se sou elegível para o procedimento?

Se o procedimento de colocação de stent na carótida for recomendado como uma opção de tratamento, você será avaliado para determinar se atende aos requisitos de elegibilidade para este procedimento. Se você for um candidato elegível para o procedimento de angioplastia e colocação de stent na carótida, seu médico e enfermeiro lhe darão mais informações sobre o que esperar antes, durante e depois do procedimento.

Estarei acordado durante o procedimento?

Depende. Você poderá ficar acordado e consciente durante todo o procedimento. O médico usará um anestésico local para anestesiar o local de inserção do cateter. Caso o seu médico opte por anestesia geral, você irá dormir durante o procedimento.

Onde o procedimento é realizado?

A angiografia carotídea, a angioplastia e a colocação de stents são realizadas em uma sala de procedimentos de hemodinâmica, que é um centro cirúrgico especial.

Quem realiza o procedimento?

O procedimento é realizado preferencialmente por um neurorradiolgista intervencionista, pois caso haja alguma complicação ele poderá intervir no cérebro diretamente. Mas profissionais como cirurgiões vasculares sub-especializados em cirurgia endovascular e cardiologistas intervencionistas também realizam.

Quanto tempo dura o procedimento?

O procedimento geralmente dura cerca de duas horas, mas o tempo de preparação e recuperação adiciona várias horas. Planeje ficar o dia todo para o procedimento e permanecer no hospital durante pelo menos 2 dias.

Escleroterapia das Malformações Linfáticas/Venosas entre outras Doenças Relacionadas

Escleroterapia das Malformações Linfáticas/Venosas entre outras Doenças Relacionadas

MALFORMAÇÕES LINFÁTICAS/ LINFANGIOMAS

 

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Como as malformações linfáticas são tratadas?

Como já mencionado na definição dessa doença, o tratamento dessa doença, pode ser realizado de 3 formas diferentes:

  • Laser
  • Cirúrgia
  • Escleroterapia

O que é a escleroterapia?

A escleroterapia é um tratamento minimamente invasivo para cistos, varizes e pequenos vasos. Seu médico injeta uma solução química no local onde quer ocluir o cisto ou veia desejada para fechá-la. Este tratamento deve ser realizado no ambiente hospitalar, devido a necessidade de anestesia da criança, que normalmente não coopera com o procedimento. A recuperação é rápida, mas pode levar semanas ou meses para ver os resultados.

É um tratamento percutâneo possível de realizado, idealmente guiado por ultrassom ou outro método de imagem, tais como RM. Neste tratamento percutâneo, o médico neurorradiologista intervencionista, injeta algum material esclerosante tal como bleomicina, polidocanol ou álcool, dentro do cisto, através de um sistema específico, o qual é feita a preparação do material, para que ele seja injetado na lesão.

Há alguma complicação do tratamento?

Há uma grande chance de o cisto retornar após o tratamento porque é muito difícil localizar e remover todas as células linfáticas afetadas que causaram o crescimento do cisto. Os cistos próximos à superfície da pele têm menor chance de retornar porque a maioria das células é fácil de remover. Outros cistos são grandes e profundos no tecido da pele. Esses cistos são difíceis de remover e tendem a voltar a crescer após o tratamento.

Existe um alto risco de infecção após a cirurgia que pode complicar o processo de cicatrização. Tomar medidas para prevenir a infecção, limpando e cuidando do local da cirurgia, leva ao melhor resultado.

O que acontece durante a escleroterapia?

Seu médico realizará escleroterapia em seu consultório. Eles idealmente podem usar um ultrassom para ajudá-los a encontrar o cisto para tratar.

O tratamento de escleroterapia leva cerca de 30 a 45 minutos. O paciente ficará deitado de costas ou de bruços, dependendo da localização do cisto.

Seu médico assistente,  pode escolher entre vários produtos químicos disponíveis para uso em escleroterapia. Eles selecionarão o produto químico apropriado e a concentração com base no tamanho da veia que estão tratando.

Antes de começar, seu provedor pode tentar uma injeção de teste e esperar um pouco para ter certeza de que você não terá nenhuma reação a ela.

Será realizado a seguintes etapas:

- Limpeza com esterilização do local acometido.

- Um assistente pode ser necessário, para auxiliar o médico enquanto se prepara para colocar a agulha no local desejado.

-  Uma solução líquida ou de espuma é diretamente injetada no cisto/vaso sanguíneo, usando agulhas muito finas.

-   O número de sessões depende do tamanho e da localização da lesão, bem como a condição médica geral.

O tratamento a laser é melhor que a escleroterapia?

O tratamento a laser, ou ablação térmica endovenosa e ou intra-cistica, é outra boa alternativa à ligadura e remoção de varizes, ou “secar” um cisto. Geralmente é seguro, mas pode ter alguns efeitos colaterais, como acontece com a escleroterapia. No entanto, é difícil fazer a ablação em uma veia varicosa que apresenta muitas reviravoltas, ou um cisto que não está localizado num local de fácil acesso.

Fistula Arterio Venosa Dural Cerebral e Medular

Fistula Arterio Venosa Dural Cerebral e Medular

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Tratamento

Existe cura para uma fístula arteriovenosa dural?

O tratamento pode remover a fístula e melhorar o fluxo sanguíneo nos vasos sanguíneos conforme o esperado. Pode reduzir e prevenir a ocorrência de novos sintomas e complicações.

Como é tratada uma fístula arteriovenosa dural?

O objetivo do tratamento da fístula arteriovenosa dural é remover a conexão anormal (fístula) entre a artéria e a veia. As opções de tratamento podem incluir:

  • Cirurgia: A cirurgia aberta pode remover a fístula (conexão anormal) do vaso sanguíneo afetado. Tratamento realizado por um neurocirurgião.
  • Radiocirurgia estereotáxica: Esta é uma forma de radioterapia que utiliza feixes de radiação direcionados ao vaso sanguíneo afetado para bloquear a conexão da fístula. Tratamento realizado por intermédio de um aparelho de Gamma Knife.
  • Embolização endovascular: Procedimento que oclui a fistula sem a necessidade do crânio ser aberto, realizado através de cateteres (pequenos tubos feito por materiais especiais), tudo por dentro dos vasos. Tratamento realizado por um neurorradiologista intervencionista, através de uma máquina de hemodinâmica.

Seu médico assistente determinará o melhor plano de tratamento para você com base na anatomia da FAVd, seu estado geral de saúde, sintomas e risco de sangramento ou complicações.

Se você não tiver sintomas, seu médico poderá não tratar a doença imediatamente, mas oferecer monitoramento regular para evitar complicações.

Como é o procedimento de embolização da Fistula arteriovenosa?

Após o diagnóstico estabelecido, sendo frequentemente associado a ressonância magnética com a angiografia cerebral/medular, o neurorradiologista intervencionista, traça uma estratégia terapêutica de quais materiais e técnicas serão utilizados.

A fistula dural arteriovenosa, pode ocorrer em diversas localizações do cérebro e pode apresentar sinais de emergência nas imagens, como dilatação das veias corticais, por exemplo. Dependendo da localização e da gravidade da lesão serão utilizados diferentes tipos de materiais e abordagens específicas. Independente do tipo de material ou técnica, a punção da artéria femoral é realizada e um cateter é alocado no pescoço para a visualização da lesão. Podendo também ser realizada uma punção na veia femoral, ou diretamente na veia jugular interna, com o objetivo de realizar o tratamento somente por via venosa, ou associado com a via arterial. A meta no tratamento da fistula, é ocluir o local onde ela se encontra. Esta oclusão poder ser realizada com diversos materiais embolizantes, tais como cola, mola(coils) ou EVOH (etinil vinil álcool). Além disso, cateteres balões podem ser utilizados no auxílio desse mecanismo de embolização/oclusão do ponto fistular.

Hematoma Sub-Dural Crônico

Hematoma Sub-Dural Crônico

 

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Como a neurorradiologia intervencionista pode auxiliar no tratamento do tratamento do HSDC?

É um tratamento endovascular inovador para (HSDC), que ao invés de realizar a craniectomia (abertura do crânio), é feita por via endovascular, onde é realizada a embolização da artéria meníngea média (AMM).

Como é feito a embolização da AMM?

O médico neurorradiologista intevecionista realiza uma incisão na região inguinal ou no punho, e progride um sistema coaxial de cateteres (um cateter dentro do outro) até a artéria meníngea média, que é a principal responsável por nutrir o hematoma. Quando o médico cateteriza a artéria meníngea média, ele oclui os ramos distais ou até mesmo proximais dessa artéria. Isto é, ocorre a embolização do vaso sanguíneo, por intermédio de materiais específicos, tais como micropartículas, cola, gel foam e ou EVOH.

Esse tratamento de embolização tem o objetivo de interromper o suprimento de sangue à membrana do hematoma e prevenir o ressangramento do hematoma.

Hipertensão Idiopática Intracraniana

Hipertensão Idiopática Intracraniana

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Ao optarmos pelo tratamento endovascular da hipertensão idiopática intracraniana/ pseudotumor. O médico assistente deve ter realizado outros tratamentos conservadores pregressos, tais como medicamentos e perda de peso. Caso não haja melhora clínica nos sintomas, além de alterações persistentes nos exames de imagem, tais como RM de crânio/orbitas/Angio RM venosa e piora da pressão aferida na punção liquórica, podemos optar pelo tratamento endovascular. Normalmente, mas não obrigatoriamente, é realizado uma angiografia cerebral, com o intuito de confirmar a estenose do seio (o estreitamento da estrutura venosa que está ocasionando os principais sintomas).

         A realização do procedimento endovascular, é feito através de uma punção na veia da virilha ou no antebraço/braço, onde é progredido um sistema de cateteres, o qual é localizado próximo da estenose no seio venoso. Alocado neste local, é feita a aferição da pressão antes e ao longo da estenose. Normalmente a pressão deve ser acima de 12mmHg após a estenose, pois deve haver fluxo sanguíneo suficiente para que o stent após liberado, não ocorra no risco de fechar por uma eventual trombose.

Após ter feita a confirmação da pressão adequada, é realizada a venoplastia ( insuflado um balão no local da estenose) e liberado um stent no local.

Geralmente é feito o controle da medida de pressão, por punção lombar, no pós operatório, a qual usualmente é elevada pela melhora do fluxo sanguíneo venoso cerebral.

MAVS
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MAVS

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Como é tratada uma malformação arteriovenosa?

As opções de tratamento da malformação arteriovenosa dependem de:

  • O tipo, tamanho e localização da MAV e a anatomia de suas artérias e veias.
  • Risco de ruptura de MAV.
  • Seus sintomas.
  • Sua idade.
  • Sua saúde geral.

Idealmente, o objetivo do tratamento da malformação arteriovenosa é reduzir a chance de sangramento ou fazer com que desapareça permanentemente. Existem várias maneiras diferentes de tratá-lo. Esses tipos de tratamento incluem cirurgia aberta, cirurgia endovascular, ou radiação concentrada para MAV. Qualquer tipo de intervenção apresenta benefícios e riscos que dependem da sua saúde geral e das características da sua MAV.

Em geral, tratar uma malformação arteriovenosa o mais rápido possível costuma ser a melhor maneira de evitar complicações graves.

Cada pessoa apresenta uma forma peculiar de MAV, ou seja não existe uma MAV igual a outra. Além disso, não existem ferramentas perfeitas para tomada de decisão. Seu médico assistente conversará com você e sua família sobre sua situação e a melhor maneira de abordar sua MAV.

Uma MAV pode estar numa área onde os perigos de uma abordagem terapêutica representam um risco maior do que não fazer nada. Se for esse o caso, seu médico irá monitorar cuidadosamente sua MAV com exames de imagem ao longo do tempo. Se a MAV começar a mostrar sinais de alteração, indicando um risco aumentado de sangramento, seu médico poderá considerar o tratamento naquele momento.

Medicamentos

Os medicamentos podem aliviar alguns dos sintomas das MAVs. Estes incluem:

Medicamentos anticonvulsivantes.

Analgésicos para dor de cabeça e dores nas costas.

Medicamentos para reduzir a pressão arterial.

Procedimentos

Os médicos especialistas em tratar a MAV podem tentar uma ou mais destas abordagens:

Cirurgia para remoção da MAV. A cirurgia envolve fazer uma craniectomia (abrir o crânio) e realizar um corte próximo do local da MAV, selar as artérias e veias circundantes para que não sangrem e, em seguida, remover a MAV. O neurocirurgião redireciona o fluxo sanguíneo para os vasos sanguíneos normais. Você fará uma tomografia cerebral ou uma ressonância magnética, para garantir que a cirurgia removeu ou destruiu completamente a MAV. Caso ainda haja alguma dúvida, poderá ser realizada uma angiografia digital por subtração, com o objetivo de definir se ainda existe resíduo da MAV no pós-operatório ou não. Você também terá que permanecer internado no hospital por alguns dias e passará por um período de  reabilitação.

Embolização. Neste procedimento, o neurorradiologista intervencionista, faz uma pequena incisão de poucos milímetros na região da virilha e ou no punho, inserindo um introdutor valvulado, o qual é inserido um cateter que é “navegado” através de uma máquina de hemodinâmica, até o local da MAV. Uma vez lá, o neurorradiologista intervencionista (NRI) pode liberar diversos materiais endovasculares tais como espirais (coils), e ou cola (cianocrilato), e ou uma substância semelhante a cola o Álcool Vinil Etileno (EVOH). Tais materiais podem ser utilizados individualmente ou associados, normalmente são liberados na região central da MAV, chamada NIDUS. Esse material retarda ou interrompe o fluxo sanguíneo da MAV. O NRI pode lançar mão dessa opção terapêutica com o objetivo de tratamento curativo definitivo ou auxiliar o neurocirurgião em casos de MAVs volumosas, neste caso mais de uma sessão pode estar sendo ponderada. Nestas situações, além de retardar o fluxo sanguíneo na MAV, pode auxiliar reduzir a probabilidade de ruptura imediata, disponibilizando tempo para a melhor estratégia terapêutica.

Radiocirurgia Gamma Knife®. Esta abordagem utiliza feixes de radiação altamente focados que lentamente encolhem, cicatrizam e dissolvem uma MAV ao longo de alguns anos ou tornam a MAV mais fácil de remover com cirurgia.

Complicações do tratamento

As complicações ou efeitos colaterais do tratamento da malformação arteriovenosa podem incluir:

  • Dor de cabeça.
  • Inchaço/ Edema cerebral.
  • Fraqueza muscular de um lado
  • Efeitos na fala, audição ou visão.
  • AVC isquêmico
  • Cistos cerebrais após a radioterapia

Resultados que não são completos, não duram ou demoram meses para atingir o efeito total.

Complicações graves que podem ser incapacitantes ou fatais.

As MAVs são doenças complexas, que são classificadas basicamente conforme o risco de ruptura, localização e tamanho, logo o seu médico deve ponderar o melhor tratamento de cada caso em específico, a neurorradiologia intervencionista vem avançando com novas técnicas e materiais super-específicos para o tratamento das MAVs ao longo dos anos. Não deixe de consultar um NRI antes decidir oque fazer.

Meningioma

Meningioma

 

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Como a neurorradiologia pode contribuir com o tratamento do meningioma?

A embolização pré-operatória de meningioma (EPO) intracraniano é realizada em todo o mundo. Embora evidências claras da eficácia da (EPO) não tenham sido relatadas na literatura, a técnica desempenha um papel importante na cirurgia aberta, especialmente para meningiomas grandes ou da base do crânio.

Os objetivos da embolização incluem:

  • indução de necrose tumoral, resultando em uma operação mais segura
  • redução do sangramento intraoperatório
  • diminuição do tempo operatório.

O conhecimento da anatomia vascular funcional, dos materiais embólicos e das técnicas endovasculares é fundamental para garantir uma embolização segura. Nosso procedimento padrão é o seguinte:

  • a embolização é realizada alguns dias ou horas antes da cirurgia aberta
  • nos casos com forte edema (inchaço) ao redor do tumor, a administração de esteróides ou embolização pode ser realizada imediatamente antes da cirurgia
  • os pacientes são submetidos ao procedimento sob anestesia local, ou dependendo do caso geral
  • o micro cateter é inserido o mais próximo possível do tumor
  • os êmbolos particulados podem ser tanto PVA quanto microesferas
  • a embolização é ocasionalmente realizada com cola de N-butil cianoacrilato (NBCA) ou onyx/squid copolímeros de etileno álcool vinílico (EVOH).
  • se possível, é realizada oclusão adicional do alimentador proximal com coils( micromolas). O estudo JR-NET anterior mostrou a situação da embolização de tumores intracranianos no Japão. Os neurorradiologistas intervencionistas devem discutir detalhadamente as indicações e estratégias para pré-operatório com os neurocirurgiões tumorais para garantir procedimentos seguros e eficazes.
Nasoangiofibroma Juvenil

Nasoangiofibroma Juvenil

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O tratamento depende do tamanho e localização do tumor. A embolização dos vasos sanguíneos, associado a cirurgia é o tratamento eleito como padrão ouro na maioria dos centros no Brasil e no mundo.

O objetivo da embolização dos vasos que nutrem o NAFJ, é de reduzir o tamanho do tumor e o sangramento no ato cirúrgico, auxiliando de forma significativa o cirurgião a reduzir as complicações no peri-operatório. O profissional mais capacitado para realizar a embolização do NAJF é o neurorradiologista intervencionista, pois é necessário um conhecimento avançado na anatomia onde acomete esse tumor, a qual envolve múltiplas artérias e ligamentos (anastomoses perigosas) entre elas. Toda embolização é realizada em ambiente hospitalar através de uma máquina de hemodinâmica. Dependendo do tamanho e localização do tumor, um cirurgião otorrinolaringologista poderá removê-lo pelo nariz (cirurgia endoscópica).

Como é feita a embolização pré-opertatória?

O neurororradiologista, faz uma pequena incisão na virilha, introduz um introdutor valvulado, progride um cateter até a artéria o início da artéria carótida externa, desta forma é analizado quais ramos nutrem o tumor, os quais normalmente são originados da artéria carótida externa. Após realizada a angiografia e a análise de quais ramos nutrem o tumor, é navegado um microcateter, o qual é alocado nos ramos identificados por nutrirem o tumor. A partir deste ponto, o médico Neurorradiologista inicia a injeção de micropartículas e ou materiais liquido adesivos ou não adesivos,  os quais irão reduzir o fluxo sanguíneo que “alimentam” o tumor, facilitando a cirurgia e reduzindo o tamanho do tumor.

Retinoblastoma
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Retinoblastoma

 

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Como o retinoblastoma é tratado?

Existem várias maneiras de tratar o retinoblastoma. Freqüentemente, o tratamento envolve uma combinação de métodos. Eles podem acontecer simultaneamente ou em sequência. Os métodos de tratamento incluem (mas não estão limitados) a:

Cirurgia: A cirurgia é mais provável quando há risco de propagação do retinoblastoma. Isso geralmente envolve uma cirurgia como a enucleação, que significa remover o olho. Isso evita que o câncer se espalhe ainda mais. No momento em que esta cirurgia é necessária, o câncer provavelmente já danificou o olho afetado o suficiente para causar perda de visão.

O retinoblastoma é a forma mais comum de câncer infantil, mas felizmente é raro. E quando isso acontece, as probabilidades globais de um bom resultado são elevadas, especialmente com diagnóstico e tratamento precoces. Conte com o auxilio de um neurorradiologista para auxiliar no tratamento definitivo ou ser mais uma opção que auxiliará o tratamento definitivo.

Os pais e outros cuidadores são fundamentais na detecção precoce e no diagnóstico do retinoblastoma. Certifique-se de que seu filho faça exames regulares e converse rapidamente com o pediatra do seu filho se notar um reflexo incomum da pupila do olho, de cor branca ou pálida, nas fotos de seu filho. Fazer isso pode ajudar seu filho a receber cuidados, se necessário.

Quimioterapia:

- Sistêmico, o que significa que ocorre por meio de uma infusão intravenosa (IV) padrão. O método de administração varia dependendo do seu caso e necessidades específicas.   

-Intra-arterial: Esta abordagem utiliza medicamentos que atacam diretamente os pontos fracos das células cancerígenas. Isso pode ajudar a evitar cirurgias que possam envolver perda de visão. Também pode fazer com que os tumores diminuam o suficiente para que outros tratamentos possam destruir as células cancerígenas restantes. Pode ser local, o que significa que acontece por meio de injeções direcionadas ou infusões através da artéria (intra-arterial). Neste tipo em específico de tratamento um neurorradiologista intervencionista pode estar injetando diretamente o quimioterápico diretamente na artéria oftálmica, sendo mais específico no tratamento da lesão, visto que tumor se encontra na retina. Esse tratamento poderá auxiliar o estagnamento da lesão. A indicação do tratamento intra-arterial é restrita aos retinoblastomas intra- oculares e seu objetivo primordial é a preservação da vida do paciente e secundariamente a preservação do olho e da visão.

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Como é realizado o tratamento intra- arterial?

O neurororradiologista, faz uma pequena incisão na virilha, introduz um introdutor valvulado pediátrico, com a menor dimensão do mercado, progride um cateter até a artéria o início da artéria carótida interna, em seguida é navegado um microcateter extremamente fino, o qual é alocado no segmento proximal da artéria oftálmica. A partir deste ponto, o médico Neurorradiologista inicia a injeção de quimioterápico o qual pelo fluxo sanguíneo, atinge a topografia e a nutrição majoritária do retinoblastoma, agindo diretamente no tumor.

Síndrome da Vaso Constricção Reversível

Síndrome da Vaso Constricção Reversível

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Como o SRCR é tratada e há cura?

Como o nome sugere, a síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) é uma condição muito tratável. Isso pode envolver interromper ou remover o que quer que esteja causando o vasoespasmo (se houver uma causa óbvia). Feito isso (ou se não for necessário ou possível), os profissionais se concentrarão no tratamento do vasoespasmo. Os medicamentos mais comuns para o tratamento do vasoespasmo são os bloqueadores dos canais de cálcio (BCC). Impedir que as células usem cálcio evita que o revestimento muscular liso dos vasos sanguíneos flexione e tenha espasmos quando não deveria. Isso faz com que os vasos sanguíneos relaxem e se alarguem, aumentando o fluxo sanguíneo.

Em alguns casos, os profissionais de saúde podem recomendar um procedimento endovascular, realizado por um neurorradiologista intervencionista. Estes são procedimentos que tratam vasos sanguíneos estreitados por dentro, ou seja os vasoespasmos. O neurorradiologista intervencionista realiza uma punção de cerca de 4 mm na virilha ou no pulso, progride um cateter e em seguida, o encaminha até o cérebro. Uma vez lá, o médico neurorradiologista intervencionista pode inflar um cateter balão e alargar a artéria (angioplastia) ou administrar medicamentos diretamente nos vasos que sofrem vasoespasmo, para aumentar o fluxo cerebral.

Quanto tempo após o tratamento me sentirei melhor?

Com o tratamento, a maioria das pessoas se recupera da síndrome de vasoconstrição cerebral reversível (SVCR) em alguns dias ou algumas semanas.

Tratamento das Malformações Vasculares

Tratamento das Malformações Vasculares

Como são tratadas as malformações vasculares?

Os tratamentos para malformações vasculares concentram-se na minimização dos sintomas e na redução de possíveis complicações. Malformações que não causam problemas podem não necessitar de tratamento e podem apenas ser observadas ao longo do tempo. Podendo ser lançado mão, alguns exames sem radiação ionizantes, como o Ultrassom com Doppler vascular GERAR UM LINK PARA ESSE EXAME

Os tratamentos dependem dos vasos sanguíneos afetados. Freqüentemente, envolvem a oclusão do vaso portador e ou a remoção cirúrgica dos vasos sanguíneos afetados. A maioria das malformações pode ser tratada com técnicas minimamente invasivas. Os provedores podem usar:

  • Escleroterapia. Podendo ser utilizado diversos materiais como polidocanol, bleomicina e álcool.  
  • Embolização por cateter.
  • Tratamentos a laser.
  • Radioterapia (radiocirurgia).

Às vezes, seu médico pode recomendar uma biópsia para confirmar o diagnóstico e/ou obter tecido para testes genéticos.

Devido à complexidade e raridade das malformações vasculares, é melhor geri-las através de uma abordagem multidisciplinar, com diversas especialidades. Além do neurorradiologista/radiologista intervencionistas, cirurgiões vasculares, cirurgiões plásticos, cirurgiões da cabeça e pescoço, oftalmologistas especialistas em oculoplástica e neurocirurgiões, muitas vezes são elencados em equipe para resolver determinado caso em específico.

 

As malformações vasculares podem voltar após o tratamento?

Sim, as malformações vasculares podem reaparecer após o tratamento. Você pode precisar de acompanhamento e testes regulares para detectar uma malformação recorrente.

Tratamento de MAV da Ampola de Galeno

Tratamento de MAV da Ampola de Galeno

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Quais são os tratamentos para a malformação da veia de Galeno?

O objetivo do tratamento de uma (MFVG) é eliminar ou diminuir o máximo possível do fluxo sanguíneo através da (MFVG), enquanto maximiza o suprimento de sangue para o cérebro.

O tratamento mais comum é a embolização endovascular, um procedimento minimamente invasivo. Para este procedimento, o neurorradiologista intervencionista (NRI) insere um cateter (um tubo fino e flexível) numa artéria na virilha da criança através de uma pequena incisão. O NRI guia o cateter até o cérebro e injeta um material especial (como um tipo de cola ou molas extra-soft) nos vasos sanguíneos da (MFVG) para interromper o fluxo sanguíneo.

A maioria das crianças não apresenta dor ou outros sintomas com a embolização e a maioria consegue deixar o hospital em poucos dias. Algumas crianças precisarão passar vários dias na UTI para observação, a depender do quadro clínico e da gravidade de cada caso.

Trombectomia Mecânica - Tratamento Emergencial do Avc Isquêmico
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Trombectomia Mecânica - Tratamento Emergencial do Avc Isquêmico

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A terapia do AVC agudo teve avanços revolucionários nas últimas décadas, desde a introdução do ativador do plasminogênio tecidual (tPA) em meados da década de 1990 até o advento das terapias endovasculares (TROMBECTOMIA MECÂNICA) cerca de 10 a 15 anos depois, com os maiores avanços ocorrendo em 2014- 15. Novos desenvolvimentos e refinamentos desses avanços anteriores continuaram em ritmo acelerado desde então.

A trombectomia mecânica para acidente vascular cerebral isquêmico agudo, também conhecida como terapia endovascular, basicamente provou ter um dos mais altos graus de benefício de quase todas as intervenções na história da medicina. E o campo continua a evoluir rapidamente com dispositivos melhores e de última geração que nos ajudam a atingir o objetivo de reabrir vasos sanguíneos bloqueados no cérebro e no pescoço.

Durante os últimos 10 anos foram confirmados alguns dados importantes referente ao tratamento do AVC isquêmico e especificamente sobre a trombectomia mecânica:

  • A eficácia da trombectomia mecânica para oclusão de grandes vasos
  • Novas medicações, como o tenecteplase específico para fibrina
  • Expansão das opções de tratamento para AVC agudo até 24 horas após o início dos sintomas, em alguns casos selecionados.
  • Fatores de risco de AVC e prevenção.
  • Ensaios envolvendo acidente vascular cerebral leve com oclusão de grandes vasos, acidente vascular cerebral de grande infarto e bloqueio em vasos distais do cérebro. 

Como é realizada uma trombectomia mecânica?

A trombectomia mecânica é realizada em centros especializados de alta complexidade, onde existam profissionais com formação específica para a realização do procedimento: os neurorradiologistas intervencionistas.

A escolha de cada caso é realizada através de critérios específicos da clinica neurológica do paciente, imagem, anatomia específica e tempo que ocorreu o evento neurológico.

A realização do procedimento é feita de diversas formas, porém todas elas seguem etapas bem estabelecidas, e criteriosamente executadas sem que haja uma piora no quadro, que já é grave.

E quais são essas etapas?

Acesso vascular:

O procedimento começa com a punção da artéria femoral, localizada na virilha, e feita a inserção de um introdutor valvulado nesta topografia. Este evita que o sangue reflua durante o tratamento.

Através do introdutor, é progredido um tubo de plástico de navegação chamado cateter, este é “navegado nos vasos” utilizando orientação por imagem (fluoroscopia), o cateter é cuidadosamente guiado através da rede vascular até o pescoço, realizando a confirmação do local do coágulo onde encontra-se o bloqueio no cérebro. Após a confirmação, o neurorradiologista intervencionista traça uma estratégia para remover o coágulo (trombectomia mecânica).

Estratégia para trombectomia mecânica:

Existem diversos “kits” de conjuntos de cateteres e dispositivos intravasculares que permitem que os coágulos sejam removidos. Em todas as estratégias, envolvem um sistema coaxial, oque significa que  é progredido um cateter dentro de outro, até atingir o local onde se encontra a oclusão cerebral.

Captura e remoção de coágulos:

Assim que o cateter atinge o local do coágulo, um dispositivo, como um recuperador de stent ou sistema de sucção, é usado para capturar e remover o coágulo, restaurando o fluxo sanguíneo cerebral normal.

Conclusão do procedimento: Após a retirada do coágulo, o cateter é retirado e a punção na virilha fechada. O paciente é então monitorado para garantir que o fluxo sanguíneo foi restaurado adequadamente e que não há complicações e direcionado a UTI, para cuidados intensivos.

Vantagens da trombectomia mecânica:

A trombectomia mecânica oferece vários benefícios significativos no tratamento de AVC isquêmico agudo:

-Restabelecimento rápido do fluxo sanguíneo cerebral

- A remoção rápida do coágulo pode restaurar o fluxo sanguíneo para o cérebro, limitando o dano cerebral e melhorando as chances de recuperação.

- Eficácia em casos complexos: Este procedimento é especialmente eficaz em casos de grandes oclusões arteriais, onde os tratamentos tradicionais são menos eficazes.

- Redução da mortalidade e morbidade

- É minimamente invasivo: Como o procedimento é realizado através de uma pequena punção na virilha, ele é menos invasivo que a cirurgia cerebral aberta, resultando em uma recuperação mais rápida e menos complicações.

Quem é candidato à trombectomia mecânica?

Nem todos os pacientes com AVC isquêmico são candidatos à trombectomia mecânica. A seleção dos pacientes é baseada em critérios específicos, incluindo:

Tempo desde o início dos sintomas:

A trombectomia mecânica é mais eficaz quando realizada dentro de um período de até 6 horas após o início dos sintomas. Em alguns casos, pode ser realizada até 24 horas após o início dos sintomas, dependendo da gravidade, da localização do coágulo e da anatomia de cada paciente.

  • Condições clínicas do paciente:

O estado geral de saúde do paciente, incluindo condições pré-existentes e a extensão do dano cerebral já ocorrido, é avaliado para determinar a adequação do procedimento.

  • Localização e tamanho do coágulo:

O procedimento é mais indicado para oclusões arteriais de grandes vasos como a artéria cerebral média, a artéria basilar, a artéria carótida interna e até mesmo troncos supra- aórticos com comprometimento sistêmico já antigo.

  • Anatomia de cada paciente:

Cada indivíduo apresenta uma circulação vascular cerebral própria, alguns tem uma rede de vascularização mais “avantajada” que outros, que se refere especificamente a rede de colaterais. Caso o individuo apresenta colaterais mais proeminentes, o resultado da TM pode ser melhor, além disso pode-se ponderar a possibilidade de aumentar a “janela” para até 24horas, para a realização do procedimento, que normalmente é limitado até 6 horas.

Considerações e cuidados pós-procedimento

Após a trombectomia mecânica, os pacientes são monitorados de perto em uma unidade de cuidados intensivos (UTI). Os cuidados pós-procedimento incluem:

-Monitoramento neurológico: Avaliações frequentes da função neurológica para detectar quaisquer mudanças ou complicações.

-Imagens de seguimento: Exames de imagem adicionais para garantir que o fluxo sanguíneo foi restaurado e que não há novos coágulos ou hemorragias.

Reabilitação:

A reabilitação pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia para ajudar os pacientes a recuperar a função e a qualidade de vida.

Podemos dizer que a trombectomia mecânica representa um avanço significativo no tratamento do AVC isquêmico agudo, oferecendo uma opção eficaz para desobstruir artérias cerebrais e restaurar o fluxo sanguíneo. Este procedimento pode salvar vidas e reduzir significativamente as sequelas de um AVC, proporcionando uma melhor recuperação para os pacientes.

Se você ou alguém que conhece está em risco de AVC, é essencial buscar atendimento médico imediato e discutir as opções de tratamento com um neurorradiologista intervencionista.

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Atendimento no Consultório – Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla

Atendimento no Consultório

No consultório do Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla, oferecemos um atendimento exclusivo e atencioso, pois sabemos que quem nos procura precisa de atenção especializada e um acompanhamento de alto nível.

Nosso consultório está localizado em Curitiba (PR), na Rua Raphael Papa, 10 – Jardim Social (CEP 82530-190), garantindo fácil acesso e um ambiente tranquilo e discreto.

Desde o primeiro contato, o paciente recebe um atendimento facilitado. No agendamento, é enviado um Manual do Paciente, com todas as orientações sobre a consulta. Na chegada ao consultório, entregamos instruções detalhadas Pré e Pós-Consulta, garantindo que o paciente esteja bem informado sobre cada etapa do seu atendimento e tratamento.

As consultas são realizadas sempre pontualmente, com tempo adequado para um atendimento humanizado, sem pressa. Nosso objetivo é proporcionar um atendimento exclusivo, cuidadoso e altamente especializado. Além disso, recomendamos os melhores profissionais e locais para a realização de exames, sempre que necessário.

Atendimento por Teleconsulta

A Telemedicina permite que pacientes de qualquer parte do Brasil e do mundo possam se consultar com o Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla com segurança, praticidade e o mesmo atendimento exclusivo e atencioso do consultório presencial.

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Assim como no atendimento presencial, o paciente recebe um Manual com orientações antes da consulta e, minutos antes do horário agendado, o link para o atendimento online. Nossa equipe auxilia em todo o processo, garantindo que tudo ocorra de forma tranquila e organizada.

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Dr. Leonardo Zibetti Sganzerla

Rua Raphael Papa 10 - Jardim Social
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Neurorradiologista Intervencionista nos seguintes Hospitais:

Curitiba (PR)
  • Hospital Marcelino Champagnat
  • Hospital Cruz Vermelha
  • Hospital das Nações
  • Hospital Santa Cruz
  • Hospital Vita
  • Hospital São Lucas
  • Hospital São Vicente
  • Hospital Nossa Senhora das Graças
  • HUEM (Hospital Evangélico Mackenzie)
  • HC-UFPR (Hospital das Clínicas da UFPR)
Guarapuava (PR)
  • Hospital São Vicente de Paulo
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